Laboratório de Perícia e Pesquisa em Genética Forense da Polícia Científica de Pernambuco é referência no Brasil

 

Para os crimes de estupro a única prova material capaz de identificar o agressor é o DNA. Desde o ano de 2012 o Estado de Pernambuco dispõe de laboratório equipado com tudo que há de moderno e apoia outros Estados brasileiros que ainda não dispõe deste aparato. O Laboratório de DNA da Polícia Científica é responsável por identificar diversos criminosos, oferecendo à justiça prova robusta e inquestionável, como no caso de Wellington da Silva Ferreira, de 30 anos, preso em Limoeiro, no Agreste do estado no dia 14/09/2016.

A prova material do DNA pode ser obtida de qualquer material biológico, como sangue, saliva, esperma, pele, pelo, etc. Nos casos de estupro, quando a vítima procura a polícia, vários profissionais entram em ação com o objetivo de desvendar o crime hediondo. Neste contexto, o trabalho em parceria da Polícia Científica e da Polícia Civil do Estado é fundamental para o sucesso das investigações.

O Instituto de Medicina Legal também desempenha um papel de fundamental importância nos casos de estupro. As perícias traumatológicas e sexológicas dessas vítimas são realizadas no Instituto, momento em que se comprova o crime e ainda são coletadas as amostras biológicas destinadas à análise de DNA. Pernambuco foi pioneiro na implantação de uma unidade do IMLAPC no Hospital da Mulher, criando mais um importante espaço de atendimento às mulheres vítimas de violência.

 

Pernambuco também possui o Banco de Dados de Perfis Genéticos (Codis) e compõe a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), cujo objetivo é subsidiar a apuração criminal e a identificação de pessoas desaparecidas. Fomos pioneiros na coleta de amostra biológica de condenados e um dos principais Estados brasileiros a alimentar o Banco Nacional de DNA, que tem base em Brasília e faz a conexão com 19 bancos estaduais. No banco são inseridos perfis genéticos resultantes de análises de material coletado em locais de crime, coletado em vítimas e de condenados. Os critérios para inserção dos resultados de análises de DNA no banco de dados são rígidos e só podem ser feitos por peritos oficiais de natureza criminal. O laboratório pernambucano, um dos mais equipados do país, possui no seu quadro de servidores doutores, mestres e especialistas na área.